sexta-feira, 9 de outubro de 2009
que vivem neste mundo um papel,
um papel criado pelo homem,
neste mundo masculino.
Um papel de mulher,
não de ser humano,
do sexo feminino.
Que coitadas, justas ingratas,
sendo as damas de cavalheiro algum,
mas ainda a dama,
por decreto.
Não entendem, os homens, porque,
porque estas se aproximam dos cafajestes,
enquanto estes seguem suas flores,
gentílico de puta.
Cá eu, não entendo,
o que ser humano algum,
atrai-se pela vulgaridade.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
10 informações inúteis para se dizer bêbado
Sejamos francos, todos nós gostamos mais da cultura inútil do que da útil. As coisas mais curiosas e divertidas de se saber, realmente, não prestam para nada. Você não será uma pessoa mais culta, não fará nenhum exame com essas perguntas e nem um maluco vai saltar armado dizendo "eu te mato se você não me disser algo estúpido e intrigante". Em outras palavras, a cultura inútil é perfeita para ser papo de bêbado! Da próxima vez que você estiver com seus camaradas de copo, podrão de bêbado, diga uma dessas coisas e seja O CHATO da turma, aquele que bebe e acha que virou Barsa! Uhul!!!
1- O Tetris já foi segredo de estado. Foi criado na antiga União Soviética como forma de testar a inteligência artificial de computadores.
2- Durante a Segunda Grande Guerra os alemães falsificaram cédulas inglesas para desestabilizar a economia da nação bretã. A única forma de diferenciar as falsas das verdadeiras era a perninha do "A" torta, defeito da prensa britânica, detalhe não notado e corrigido pelos alemães.
3- O Modelo T, primeiro carro de Henry Ford, eram todos pretos por ser a tinta que secava mais rápido.
4- A maior movimentação de terra da história da humanidade foi a construção do Canal do Panamá, a segunda será sua expansão.
5- Se possível fosse dobrar uma folha de papel ao meio 51 vezes em sucessão, a espessura resultante seria maior que a distância da Terra ao Sol.
6- Muitos anos atrás acreditava-se que a pólvora era venenosa e a única forma de tratar ferimentos de bala era derramando óleo fervente sobre este. (gostoooso!)
7- A primeiríssima máquina a vapor foi feita na Grécia, por Heron de Alexandria, 50 anos a mais ou a menos do nascimento de Cristo. O primeiro veículo automotivo, por Leonardo da Vinci (semelhante a um carrinho de corda, mas em escala real).
8- Engenheiros atuais fizeram réplicas exatas do avião dos irmãos Wright e do 14-Bis de Santos-Dumont. O 14-Bis voou, o dos irmãos Wright, não.
9- 3% do chuvisco em uma televisão fora do ar é eco estelar resultante de grandes explosões no universo, como uma super nova e o Big Bang (14 bilhões de anos depois).
10- Estudo científico feito no Reino Unido mostrou que pessoas de Q.I. mais elevado costumam preferir o rock a demais estilos de músicas mais populares. Isso se deve, principalmente, pelos diferentes assuntos abrangidos pelo estilo enquanto que, majoritariamente, os estilos mais populares falam somente de relacionamento, amoroso ou sexual.
Boa sorte e arrebente no bar, só cuidado para não arrebentarem você!
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
uma palavra pode ser escrita,
uma palavra pode ser ouvida,
e mesmo assim permanecer incompreendida.
Um texto pode estar impresso,
um texto pode estar em sua mente,
um texto pode abster de significado,
um texto pode não conter mensagem.
Eu posso querer dizer nada,
ou posso não querer dizer tudo.
Eu posso me fazer de mudo,
caso não, você de surdo.
Pode ser em verso, prosa,
posso dissertar a respeito do dicionário,
e permanecer oco de conteúdo.
Pode-se discursar, pode-se proclamar,
reze,
isso não exprime comunicação.
Para nem toda frase há um ouvinte,
nem em toda voz há um locutor.
Eu posso querer não dizer nada.
Grandes eventos, grandes vergonha
Promover por meio de festa, de um sentimento ufanista falso, o país da mentira? Ver nosso exímio presidente Mula dizendo que o Brasil está pronto para isso e para aquilo? Para o quê, exatamente? Pro futuro? Que futuro? O Brasil não está pronto nem para o presente, quanto mais para o futuro.
Toda essa lengalenga de Olimpíadas e Copa do Mundo não serve ao Brasil de nada. O que ganhamos com os olhos do mundo voltados para nós? Mais investimento, atenção, cadeira na ONU? Tudo isso para quê? Investimentos, dinheiro, já temos agora e, no entanto, no que se investe? Saúde, educação, transporte? Como se combate a pobreza aqui? O Brasil está pronto para o “futuro”!? Em 2014 teremos estádios modernos, beleza, mas bilhões serão gastos nessa banalidade e muitos continuarão pobres, miseráveis, famintos, desempregados e marginalizados. “Melhoraremos o sistema de transporte público”. Sério? E precisa de Copa para isso? Quer dizer, sem Copa, fica como está?
Eu me lembro, ainda me lembro, do hiper-faturamento que as obras para o Pan do Rio de Janeiro tiveram. Investiu-se milhões para a realização do evento com a desculpa do legado em infra-estrutura que seria deixado para a cidade. Pois bem, cadê o tal legado? A cidade continua com problemas de transporte, continua cheia de favelas e o crime galopa cada vez mais. Não se tem um décimo do ânimo em erradicar a marginalização na cidade como se tem para fazer uma droga de evento esportivo para a promoção da face-limpa do Brasil. Com certeza se todos aqueles milhões gastos para Panamericano tivessem sido usado no processo de urbanização da favela ou em investimentos no combate ao narcotráfico, a cidade carioca estaria muito melhor hoje.
Agora surge o Rio de Janeiro para as Olimpíadas. Uma quantia MUITO maior de dinheiro será pulverizada na realização dessa nova empreitada promocional. Um super-faturamento ainda maior, uma encheção de saco ainda maior e muito mais dinheiro sendo usado para fazer gringo feliz de ver bunda no Brasil em vez de educar essa massa de ignorantes que habita o país. De onde o governo tira tanta verba para por em Olimpíadas que não existe para por em saúde e educação? E, uau, cadê o tal legado do Panamericano agora?
Mas o mais interessante de todos é a Copa do Mundo em 2014. Estimasse que custará 11 bilhões, isso mesmo, 11 bilhões! E sabe o que é mais engraçado? É uma piada! Só um Panzinho a toa custou 4, isso mesmo, 4 bilhões! Se um Pan, um evento continental, sugou 4 bilhões, sendo desses 4, 1 ninguém sabe para onde foi, o que dizer de uma Olimpíada, que é global, e de uma Copa do Mundo, maior evento esportivo de nossa era!?
Ainda não há estimativas para o custo das Olimpíadas no Rio em 2016, mas, vamos supor, com o Pan em 4 bilhões e a Copa em 11, a Olimpíada fica no meio aproximadamente 8 bilhões. Soma-se tudo e tem-se 23 bilhões. Vinte e três bilhões retirados do além por um governo que alega faltar verba para aprimorar a saúde, educação e segurança pública.
Agora me diga você, brasileiro médio, em que esses 23 bilhões vão te beneficiar? Você vai ver mais criança na escola? Menos fila no hospital? Sem-teto virar com-teto? Diminuição da criminalidade? Desenvolvimento econômico? Não, nada. O que você vai é a bandeira verde e amarela continuar sendo estuprada e exposta como um país alegre e contente, mas com a população pobre e sem dente.
Vergonha. Sinto vergonha. Tenho vergonha do Panamericano 2007, tenho vergonha da Copa do Mundo 2014 e tenho vergonha das Olimpíadas 2016. Tenho vergonha de bilhões serem gastos em diversão e brincadeira e não em saúde e educação. Tenho vergonha dessa população, desculpe, imbecil que se levante e bate palmas para essas falcatruas. Tenho vergonha de um governo corrupto, extremamente corrupto, que atrai grandes eventos esportivos para manter o status quo de seu comodismo. Sim, eu tenho, muita, muita vergonha de ser brasileiro. Amar meu país não me impede de ligar a TV, ver o que vejo e pensar “céus, esconde essa bandeira”.
domingo, 13 de setembro de 2009
vendo no tempo uma linha de formigas,
carregando os pedaços de minha vida,
para um formigueiro que nem sei a onde é que fica.
Nesses pedaços eu vejo momentos,
mutilados fora de seus dias.
Nesses momentos eu vejo rostos,
mutilados fora de seus corpos.
Eu vejo no fim da fila um buraco fundo,
que os insetos adentram para o fim do mundo,
ampulhando os grãos de minha vida,
vida minha que foi deserto.
Eu me pergunto a onde está você agora.
Por entre alguma das pinças de quitina,
ou escaldando nas areias do meu Saara?
Eu me pergunto o que será de nós agora,
que o desapego desta hora,
assim não muda o que eu sinto agora.
Sou caminho sem destino,
ou Portugal sem caravela,
sou labirinto quando você chora.
O clássico "desculpa de aleijado é muleta"
Nossas atuais celebridades, ícones no Brasil, são em sua imensa maioria ridículos fetiches sexuais que quase todas as pessoas parecem cobiçar. O sóbrio líder político em seu terno negro e cabelos brancos não parece despertar a atenção de uma mídia promíscua que vende a imagem do corpo, não do homem, perfeito. Faz-nos querer ser como uma top model estúpida ou um charlatão ator e não como um ser humano firme. Enche o coração do brasileiro de obscenidades e não o cativa para a cidadania, gerando esta sociedade burra e estuprada.
Quantos de nós numa multidão orgulha-se de expor em seu peito, seus objetos, a flâmula nacional, ostentando o orgulho por sua pátria, como se lamentasse pela sina daqueles que aqui não nasceram. Utopia minha isto seria se não fosse o que é visto em países consagradamente bem-sucedidos.
O brasileiro médio ri e condena-se ao rir de “nacional”, não vendo ser exatamente este o remédio para os problemas do país. É exatamente deste tipo de humor doentio que se alimentam todos os vírus das doenças que padece este país. É por não amar que tolera assistir sua pátria, sua vida, ser estuprada por tantas formas de abuso. Individualiza para si tais problemas e sonha em driblá-los, não resolve-los. Uma casa na Europa, um salário em dólar, “eu te amo” em outra língua.
Quem nos estupra é quem vemos no espelho. Sofremos pelo sofrimento que nós nos afligimos, não por um que apenas permitimos. O Brasil foi se foder e quem mandou foram os brasileiros.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
A Crise Existêncial como condição de Existência
Por outro lado, em termos humanos, ao contrário da matemática, nem tudo igual à outra coisa tem seu inverso também válido. Ou seja, x = y, sim, mas não y ≠ x. Por extenso, o que pensa, existe, mas nem tudo que existe, pensa. (Ironizando, nem todos que existem, pensam.) Então se a condição para a existência humana é o pensar de forma humana, o que é pensar, ainda mais como um humano?
O que todos os seres de nossa espécie têm em comum? Pensamos de formas diferentes, a respeito de coisas diferentes. Somos homens e mulheres, capitalistas e comunistas, honestos e corruptos, merecedores da e vida e indignos da mesma. Único fator formulado na mente humana, ‘pensado’, comum a todo indivíduo humano é a reclamação. Em nossos desejos, à parte fisiológicos, somos todos iguais na reclamação. Reclamamos, inclusive, do que nos leva à existência, fato não comparado pela natureza clássica. Talvez reclamar, não pensar, seja a condição de existência humana. Não reclamar de dor ou fome, como um cão, mas reclamar de algo abstrato, como a existência.
Talvez apenas a importância a fatores que não alterem a ordem natural da vida e sua indagação caracterizem a existência humana. Poderíamos reclamar da letal fome, como um animal, mas pensamos, também, a respeito de nossa existência que mesmo se gerada uma resposta, não parece driblar a morte ou perpetuar a espécie, instintos naturais básicos a todos os seres vivos.
Sim, penso, logo existo; mas reclamo, como humano, logo penso, como humano, logo existo, como humano.
Alguns indivíduos parecem não pensar de forma popularmente aceita como inteligente, mas todos em algum momento de suas vidas param para pensar, seu propósito, de onde viemos, em uma crise existencial. É comum ao ser humano reclamar de fatores não relacionados à sua existência como ser vivo, mas como indivíduo próprio dotado de algo, por falta de termo melhor, chamado alma. Talvez isso nos separe dos demais animais e esta crise caracterize a existência dada por “humana”.
* (x pertence aos números reais tal que x igual à y)