quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Cotas raciais

Texto meu extraído do Orkut, da comunidade da UFSC, a respeito de cotas raciais, com o propósito de provar através de números da própria instiuição a ineficácia deste tipo de cota.





Vocês, que defendem as cotas, quem estão falando demais, atribuindo a elas uma mentira e ignorando os números.

Em primeiríssimo lugar. "Cotas raciais são uma forma de inclusão social"... MENTIRA! Cotas sociais são formas de inclusão sociais! Cotas raciais são formas de inclusão racial! Por que não pegamos todas as vagas oferecidas para negros e transformamos e Cotas Sociais? Eu seria a favor. Ninguém aqui negou ou pediu a redução das Cotas Sociais, pois, essas sim, são uma boa medida temporária de inclusão dos estudantes de escola pública.

Agora, para mostrar porque sou contra as cotas raciais, eis aqui alguns números da própria UFSC, disponíveis em seu site, do vestibular do ano passado que não sei se muitos se interessaram em ver.

Vou pegar como base o curso que pretendo: Jornalismo.

Acertos do primeiro e último candidato aprovado
Não optantes: 84.60 / 66.82
Escola Pública: 70.89 / 54.15
Negros: 53.75 / 45.17

Observem que a melhor pontuação feita por um cotista negro NÃO É O SUFICIENTE NEM PARA PASSAR NA COTA DE ESCOLA PÚBLICA! Imagina aquele sujeito pobre, porém não negro, que fez o que pôde e tirou exatamente 50. Então, seu colega, que estudou nas mesmas condições que ele, tema a mesma renda, tira 45.17 e é aprovado apenas por ser negro! Isso é inclusão social? Vocês vêm falar dos "filhinhos de papai" que são prejudicados, mas ignoram os casos de estudantes pobres que, apenas por não serem negros, também perdem vagas para candidatos com notas inferiores as suas! Pergunto... ISSO É INCLUSÃO SOCIAL!?!?



Acharam pouco? Insuficiente apenas esses números? Pois a realidade nos mostra números ainda piores! Vejamos a relação candidato/vaga!

O curso de Jornalismo, por exemplo, oferece 60 vagas. Descontando as 6 vagas para negros e as 12 vagas para escola pública e tendo em vista que índio algum se inscreveu, temos no total 42 vagas. Fica assim

Relação Candidato/vaga
Não optantes: 544 / 42 = 12.95 c/v
Escola Pública: 137 / 12 = 11.42 c/v
Negros: 24 / 6 = 4.00 c/v

O que se conclui disso? Apesar de um candidato proveniente de escola pública precisar fazer menos pontos que um não optante, a concorrência para ele continua alta. Mas e para o negro? Além de já não precisar acertar metade da prova como mostre anteriormente, sua concorrência por vaga é um terço da dos não optantes e estudantes de escola pública!

Se isso ainda não te chocou, esse foi o caso do Jornalismo. Olhe só agora a seguinte lista de cursos:

-Agronomia
-Artes Cênicas
-Biblioteconomia
-Ciência e Tecnologia Agroalimentar
-Ciências Econômicas (Noturno)
-Ciências Sociais (Noturno)
-Design de Produto
-Engenharia de Alimentos
-Engenharia de Agricultura
-Engenharia de Materiais
-Física (Bacharelato)
-Física (Licenciatura)
-Geografia (Diurno)
-Letras: Língua Alemã
-Letras: Língua Espanhola
-Letras: Língua Francesa
-Letras: Língua Italiana
-Letras: Língua Portuguesa
-Letras: Língua Portuguesa (Noturno)
-Matemática (Noturno)
-Matemática (Diurno)
-Matemática e Computação Científica

Sabe o que todos estes 25 cursos têm em comum em relação às cotas raciais? TODOS tiveram uma relação candidato/vaga inferior a 1! Sabe o que significa? O candidato negro que se inscreveu para esse curso praticamente saiu aprovado no momento da inscrição! Ele não teve concorrência alguma! Em teoria pode ter tirado 0 na prova, mas foi aprovado!

E isso são os dados apenas de 2009! Se forem ver os de 2008 é ainda mais horripilante! Quer um exemplo?
Em 2008 TODAS, repito, TODAS as engenharias tiveram relação candidato/vaga de negros inferior a 1! Mesmo as mais concorridas, Engenharia Mecânica e Química, tiveram para cotistas negros uma relação candidato/vaga inferior a 1!!! Aquele pobre bastardo, de escola pública ou não, que rachou o coco de estudar para tentar se formar Engenheiro, perdeu uma vaga que poderia ser sua para um cotista racial que pode não ter acertado nem um terço da prova!

Agora pergunto para vocês, defensores das cotas raciais:Após estes dados, todos oferecidos abertamente pela própria UFSC, está passando quem merece, quem estuda?
Creio eu que a realidade nos dá uma resposta definitiva.

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